Ou talvez perdida num bar, com alguns kilos a menos, uma cabeça diferente.
Porém, a mesma saudade.
Um dia daqueles não volta mais. E eu sinto muito por isso. Texto: Rih Lopes
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Eu parei de perceber há um tempo. Parei de chorar, de te esperar. Parei pra perceber que suspendi tudo sobre você. O quão estranho isso parece pra mim. O meu ócio de cada dia. Percebendo então, abaixei a cabeça e a minha garganta doeu. A minha cabeça estourou. Eu espirrei e voltei a me lembrar: quanto tempo já passou e eu não havia percebido? Por quantos dias eu parei de contar, de chorar? Estou chorando agora. O meu peixinho pulou do aquário. Roubaram o meu dvd favorito. Apagaram o meus passos. Então eu virei a cabeça, e com um gole de água doce eu percebi que já faz muito tempo que parei de te perceber. Texto: Rih Lopes Foto: Rih Lopes
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Mas, conhecer você e ser seu parceiro foi bom. Bom como ler uma letra bonita sem poder escutar a incrível música por trás dela. Como planejar um final de semana na praia e ter dois pneus furados no meio da estrada. Você é a chuva no meu piquenique. Você é meu peixe novo que morreu na primeira semana. Você é o irmão gêmeo malvado que eu descobri a existência.
(...)
Um dia, eu sei, você vai entender os meus motivos. E talvez eu os entenda também.
Uma saudade deliciosa me assombra, juntamente com a vontade de chegar mais perto, poder sentir o calor do abraço e o gosto extremamente agradável da sua bochecha quando a beijo. Me dei conta da relação direta que tenho com Deus, o quão iluminada sou em todas as manhãs, ao acordar. Meu velho, minha mãe. Um amor eterno, incondicional, que somente o papai do céu poderia explicar-lhe, caso atice sua curiosidade. Texto: Rih Lopes
Só às vezes eu sinto o cheiro da cidade, o cheiro das flores e das ruas, o cheiro das pessoas da cidade. Só às vezes eu sinto o perfume das casas, o sabor dos domingos, o sorriso do passeio. Mais muitas vezes bate a saudade e a vontade de correr pelo parque, pelas ruas quase desconhecidas, bate a vontade de gritar alto e beijar na boca. Um lugar onde passei pouco tempo e conseguiu ter tanto significado; um lugar de onde eu trouxe o cheiro raro onde não sinto por aqui. Não sei como pude guardar essa lembrança dentro do meu próprio sentimento; ‘a esta casa secreta feita de sal, folhas, açúcar, cacos de vidro’. De fato o ano que passei despercebida, algo ali me valeu a pena. Texto: Rih Lopes