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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Oi.

Eu ainda aguardo um dia.
Aguardo um dia, perdido por aí.
Que você me encontre num mercado, ao seu lado.
Ou talvez perdida num bar, com alguns kilos a menos, uma cabeça diferente. 
Porém, a mesma saudade.

Um dia daqueles não volta mais. E eu sinto muito por isso.

Texto: Rih Lopes

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eu parei de perceber há um tempo. Parei de chorar, de te esperar. Parei pra perceber que suspendi tudo sobre você. O quão estranho isso parece pra mim. O meu ócio de cada dia. Percebendo então, abaixei a cabeça e a minha garganta doeu. A minha cabeça estourou. Eu espirrei e voltei a me lembrar: quanto tempo já passou e eu não havia percebido? Por quantos dias eu parei de contar, de chorar? Estou chorando agora. O meu peixinho pulou do aquário. Roubaram o meu dvd favorito. Apagaram o meus passos. Então eu virei a cabeça, e com um gole de água doce eu percebi que já faz muito tempo que parei de te perceber.

Texto: Rih Lopes
Foto: Rih Lopes

quarta-feira, 2 de maio de 2012



Mas, conhecer você e ser seu parceiro foi bom. Bom como ler uma letra bonita sem poder escutar a incrível música por trás dela. Como planejar um final de semana na praia e ter dois pneus furados no meio da estrada. Você é a chuva no meu piquenique. Você é meu peixe novo que morreu na primeira semana. Você é o irmão gêmeo malvado que eu descobri a existência.

(...)

Um dia, eu sei, você vai entender os meus motivos. E talvez eu os entenda também.



- Eu ainda aguardo esse dia chegar!



Texto: Gabito Nunes
Foto: Rih Lopes

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

De volta à casa.

Uma saudade deliciosa me assombra, juntamente com a vontade de chegar mais perto, poder sentir o calor do abraço e o gosto extremamente agradável da sua bochecha quando a beijo. Me dei conta da relação direta que tenho com Deus, o quão iluminada sou em todas as manhãs, ao acordar.
Meu velho, minha mãe. Um amor eterno, incondicional, que somente o papai do céu poderia explicar-lhe, caso atice sua curiosidade.

Texto: Rih Lopes

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

hoje e ontem


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Só às vezes eu sinto o cheiro da cidade, o cheiro das flores e das ruas, o cheiro das pessoas da cidade. Só às vezes eu sinto o perfume das casas, o sabor dos domingos, o sorriso do passeio. Mais muitas vezes bate a saudade e a vontade de correr pelo parque, pelas ruas quase desconhecidas, bate a vontade de gritar alto e beijar na boca. Um lugar onde passei pouco tempo e conseguiu ter tanto significado; um lugar de onde eu trouxe o cheiro raro onde não sinto por aqui. Não sei como pude guardar essa lembrança dentro do meu próprio sentimento; ‘a esta casa secreta feita de sal, folhas, açúcar, cacos de vidro’. De fato o ano que passei despercebida, algo ali me valeu a pena.

Texto: Rih Lopes