domingo, 4 de novembro de 2012



Então o coitado foi embora, de malas prontas, pra não voltar. A menina chorou, chorou. Por três anos ela esperou que ele voltasse. Mas ele não voltou, somente cartas espalhadas de todos os lugares bonito que fora visitar, estudar, conhecer chegaram em suas mãos. Ela queria mais, ela queria bem mais. É que (...) quando a gente espera, o sonho não se realiza, o desejo não se forma. E hoje ele está perdido dentro de si mesmo, tentando se encontrar para, assim, poder de volta chegar até ali. Em seu coração.

















- Ela, nesse momento, encontra-se na cadeira que balanga na varanda, a espera do carteiro maluco.

Texto: Rih Lopes

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