sábado, 23 de outubro de 2010

Mais uma vez

Eu já queria fugir daqui, fugir e não avisar, fugir e talvez voltar.
Com uma leve exitação, me desespero ao me deparar com o desconhecido, com o oculto.
Me desespero quando você vai embora; e as vezs quando não liga; talvez o medo venha se alojar aqui e não permite que eu o mande embora... isso também me desespera!
Eu já não consigo me ver de exemplo para ninguém; não permito que alguém se espelhe em mim.
Virei um nada abaixo de zero; virei um 'João sem dono', um Zé ninguém II'. Estou triste mas
meu orgulho não me permite contar a alguém.
Sinto, as vezes que depois que você foi embora, eu nunca mais consegui resolver nada sozinha, e não consigo me livrar dos restos que grudaram em mim.
Ah! Querido 'personagem estranho' da minha memória surrealista, volte e fique ao meu lado; ou vá embora para nunca mais voltar, saia daqui e não olhe para tras.
- Agora me pego a pensar, será que você já não se foi a anos e eu não me deu conta?!
É ... lembrando bem, você não ligou mais, não mandou cartas.. é, você anda sumido daqui.
Eu ainda vou fugir, mas não vou voltar!

Texto: Rih Lopes

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